Sinto em mim a contradição do tempo
Misturada com a tristeza do teu olhar
Parto à conquista das estrelas
Para esquecer
O que dentro de mim
Te faz amar
Jogo ao infinito
O meu coração
De pedra
Teu nome
morde-me os lábios
de beijos sensuais
Sinto-me pedra
Ao olhar-me nos teus olhos
Quero sentir-te eu
Do eu que sou ao
Que não quis ser
Mas sou
Fujo de mim
Sinto raízes crescer
dentro do meu ser
E enquanto sou o que não sou
Tu foges-me
Quero abrir com machados as fronteiras
Do tempo e do espaço
Quebrar barreiras
E partir no teu braço
Feito nuvem de fumo
Ou miragem do deserto
Estou louco
Eu parti numa viagem circular
À procura do regresso
do teu olhar
As nuvens voavam alto
Mais longe esmeraldas de prata
Acenavam-me!
Sinto a traição dos meus beijos
A loucura do meu ser.
E a ironia do mar
reflectia olhos de cristal...
1 comentário:
A violeta é uma flor de sorte, apesar de tudo pois, mesmo ignorando a situação, existia um rouxinol que cantava a desdita de uma culpa "insconsciente" formada, reflectida em raiva dolorosa e que sentia tanto, tanto... Quem sabe se não terá sido esse sentimento sublime, amarfanhado, contido no peito, na alma de um rouxinol "aflito", perdido no seu percurso, o alento oculto, a energia vital dessa planta tão sensível...
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