segunda-feira, 29 de setembro de 2008

SONETO DO AMOR TOTAL

Amo-te tanto, meu amor...não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim muito amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei-de morrer de amar mais do que pude.

Vinicius de Moraes - Obras Completas

3 comentários:

Violet disse...

Como me encantas com teu canto, rouxinol querido... Ai se eu pudesse, ao som da tua cantiga, acompanhar-te nos voos, naqueles que um dia vislumbrei possíveis...

rouxinol disse...

Pudera eu encantar-te com o meu canto como outrora...Mas o rouxinol sempre cantou com a alma feita em sangue...
Beijinhos

rouxinol disse...

Eu cantarei a suavidade das tuas pétalas, a beleza das tuas cores, um amor mal-contido até que possas acompanhar-me nos meus voos e... então verterei sobre ti novas canções de amor...