VESTE-ME A SEDA
Veste-me a seda
Das tuas mãos
Serenas
Veste-me a roupa quente da tua pele
E aperta-me com o cinto dos teus braços
No lugar onde o meio traz cansaços.
Evita que, na ausência de ti, gele.
Recorta-me
Em pequenos pedaços
Ata-me em laços
E guarda-me no coração
Antes de saíres para o mundo
E bater no fundo
Da traição que te apetece.
Edgardo Xavier,
in AMOR DESPENTEADO (Casa das Cenas, 2007)
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