Eu confesso-me a ti, - doce flor delicada -
Recolhida, modesta, e sol da singeleza,
Das vezes que através da verde natureza
Fiz soar com orgulho a bulha do meu nada!
Em vez de amar a vida humilde, chã, calada,
Do sábio estóico e são, exemplo de inteireza,
Quantas vezes cuspi no Justo e na Beleza
E cri-me o Fogo e a Luz da geração criada!
Orgulho! orgulho vão! Vaidade e mais vaidade!
Como disse o rei sábio e justo à claridade
Dos astros da Judeia, e ao giro dos planetas...
Feliz de quem, como eu, ri das Academias,
E estuda as novas leis e as grandes Teorias,
Nas folhas feminis e meigas das violetas.
Gomes Leal in Claridades do Sul
Assírio & Alvim
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1 comentário:
Ai se eu pudesse amar assim perdidamente...
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