"Horas profundas, lentas e caladas,
Feitas de beijos sensuais e ardentes,
De noites de volúpia, noites quentes
Onde há risos de virgens desmaiadas.
Ouço as olaias rindo desgrenhadas...
Também astros em fogo, astros dementes,
E do luar os beijos languscentes
São pedaços de prata pelas estradas...
Os meus lábios são brancos como lagos...
Os meus braços são leves como afagos,
Vestiu-os o luar de sedas puras...
Sou chama e neve branca e mistérios...
E, sou, talvez, na noite voluptuosa,
Ó meu Poeta, o beijo que procuras!"
Florbela Espanca (1894-1930)
terça-feira, 2 de março de 2010
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário