domingo, 1 de junho de 2014

Dias há para perceber o fundo do poço


Dias há para perceber o fundo do poço, 
a sede dos dias que se afundam, 
não se percebem. 

E o fundo do poço percebe-se 
que seja sede de dias. 
 
De alturas antigas 
que viajam em vertigem. 
 
Viajam nos nossos filhos, 
e na luz que nos protege 
da sede. 
 
A luz que descobre o fundo 
dos poços. 

A vertigem da descoberta 
abre-nos a boca timidamente 
e mata-nos a sede 
dia-a-dia, 

como se de um suave amor
incondicional
se tratasse. 

 Nuno Travanca

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