Quisera ser um vendaval
nas tuas lágrimas, amor,
para sofrer contigo de forma igual,
a saudade de te saber calor,
de te sentir carnal.
Foste e és eterno em mim,
como sei sê-lo em ti,
a cada dia que vivamos,
feitos companheiros de abandono,
nos asfaltos dos que vivem
ao nosso lado.
Mas é a ti que me entrego,
a ti espero e desejo,
num manancial de ilusão
e de ingloria e vã tristeza,
dum olhar despido de valor,
que à mesa, se esvai,
feito pão esboroado,
migalha dum querer esfomeado.
Mostrar mensagens com a etiqueta ESPERA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ESPERA. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 27 de julho de 2017
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
TOCA-ME
Toca-me meu amor
como se fora guitarra
Toca-me com amor
com corpo e com garra!
Faz das minhas veias cordas
e tange-as devagar
como fora meu corpo
para o despir...
para o beijar...
Ele geme muito baixinho!
cada acorde um beijo meu
cada nota uma saudade
de um doce carinho teu
Já faz tempo que te foste!
e meu Deus como sofri
Desse sítio não se volta
contigo também morri
A guitarra encostada nunca mais tocou…coitada
Mas fala sempre de ti!
e à noite ou à tardinha…vem às vezes andorinha
A lembrar-me o que esqueci
Muito caminho já fiz e outras guitarras escutei...
Mas um carinho tão grande
uma música tão pura ainda não ouvi
E a guitarra meu amor eu nunca mais toquei.
MARGARIDA CIMBOLINI, in ARTE POESIA (Edições Oz Edy, 2015)
como se fora guitarra
Toca-me com amor
com corpo e com garra!
Faz das minhas veias cordas
e tange-as devagar
como fora meu corpo
para o despir...
para o beijar...
Ele geme muito baixinho!
cada acorde um beijo meu
cada nota uma saudade
de um doce carinho teu
Já faz tempo que te foste!
e meu Deus como sofri
Desse sítio não se volta
contigo também morri
A guitarra encostada nunca mais tocou…coitada
Mas fala sempre de ti!
e à noite ou à tardinha…vem às vezes andorinha
A lembrar-me o que esqueci
Muito caminho já fiz e outras guitarras escutei...
Mas um carinho tão grande
uma música tão pura ainda não ouvi
E a guitarra meu amor eu nunca mais toquei.
MARGARIDA CIMBOLINI, in ARTE POESIA (Edições Oz Edy, 2015)
Subscrever:
Mensagens (Atom)