Mostrar mensagens com a etiqueta VIOLETA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta VIOLETA. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Canção Mínima


No mistério do sem-fim

equilibra-se um planeta.



E, no planeta, um jardim,

e, no jardim, um canteiro;

no canteiro uma violeta,


e, sobre ela, o dia inteiro,

entre o planeta e o sem-fim,

a asa de uma borboleta.


Cecília Meireles

terça-feira, 25 de setembro de 2012

MORRER DE AMOR

Morrer de amor
ao pé da tua boca


Desfalecer
à pele
do sorriso


Sufocar
de prazer
com o teu corpo


Trocar tudo por ti
se for preciso.


MARIA TERESA HORTA, in POESIA COMPLETA (Litexa, 1983)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

DIZE-ME, AMOR, COMO TE SOU QUERIDA

"Dize-me, amor, como te sou querida,
Conta-me a glória do teu sonho eleito,
Aninha-me a sorrir junto ao teu peito,
Arranca-me dos pântanos da vida.
Embriagada numa estranha lida,
Trago nas mãos o coração desfeito,
Mostra-me a luz, ensina-me o preceito
Que me salve e levante redimida!
Nesta negra cisterna em que me afundo,
Sem quimeras, sem crenças, sem ternura,
Agonia sem fé dum moribundo,
Grito o teu nome numa sede estranha,
Como se fosse, amor, toda a frescura
Das cristalinas águas da montanha!"


Florbela Espanca, in
A Mensageira das Violetas