"Dize-me, amor, como te sou querida,
Conta-me a glória do teu sonho eleito,
Aninha-me a sorrir junto ao teu peito,
Arranca-me dos pântanos da vida.
Embriagada numa estranha lida,
Trago nas mãos o coração desfeito,
Mostra-me a luz, ensina-me o preceito
Que me salve e levante redimida!
Nesta negra cisterna em que me afundo,
Sem quimeras, sem crenças, sem ternura,
Agonia sem fé dum moribundo,
Grito o teu nome numa sede estranha,
Como se fosse, amor, toda a frescura
Das cristalinas águas da montanha!"
Florbela Espanca, in
A Mensageira das Violetas
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1 comentário:
Comento com um poema de AMOR sem palavras. Por vezes as palavras são ocas, desgastadas...comento com palavras novas, quentes, palavras que nunca ninguém ouviu, mas que tu conheces...
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