quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

AmiúdeNO VALE DOS AFECTOS NINGUÉM ESTÁ

AmiúdeNO VALE DOS AFECTOS NINGUÉM ESTÁ


AmiúdeNo vale dos afectos ninguém está
seguro: Mingua a lembrança esquece-se o rosto, retorna-se
ao eu, os lábios secam, as palavras dormem, os
sonhos dispersam-se, a presença ausenta-se, há o lago de
que não se vê o fundo - E apenas as pequenas
ilusões - um café, o cigarro, a limonada - imitam dois
corações unidos...


(Raul de Carvalho)

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