Tenho, às vezes, desejos delirantes
De a todos te roubar, meu lírio amado!
E levar-te, em um vôo arrebatado,
Aos países fantásticos, distantes.
À Índia, China ou Irão, e os meus instantes
Passá-los a teus pés, grave e encruzado,
Num tapete chinês, aveludado,
Com flores ideais e extravagantes.
Nossa vida seria, ó pomba minha!
Mais leve do que a asa da andorinha...
E, nas horas calmosas, eu e tu...
Olhando o mar sereno, o mar unido,
Comeríamos os dois arroz cozido...
Embalados num junco de bambu!
(Gomes Leal) - in Claridades do Sul
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